Não se aguenta!

   

Não sei como é que ela aguenta… Ela e eu!

Ontem escola, trabalhos de casa, treino de ginástica até às 6.30, audição às 6.30 (felizmente o auditório da Biblioteca é mesmo ao lado do ginásio) concentração, muita concentração…. sai da audição às 7.00 a correr porque a aula de ballet começou às 6.30 e “não podemos faltar porque estamos em ensaios para o espectáculo final, que é mesmo à séria mãe”! Veste maillot, sapatilhas com pés transpirados que não entram de maneira nenhuma, tótós, redes e ganchos que a professora não dispensa.

Acaba o ballet às 20.30, corre para casa dos avós que estão primos à espera para jantar. Fez uma cena, passei-me, arrependi-me. O cansaço faz destas coisas.

Saímos de casa dos avós tarde, muito tarde, e para cansar ainda mais um bocadinho, resolvemos ir a pé para casa! Não me lembro se chegaram a dizer boa noite…

Hoje também foi difícil. A seguir ao almoço teve de virar anjinho para a procissão das 4h. Coisas de avó, que noutros tempos ia sempre de anjinho na procissão e agora acha que a neta também tem que ir, sorte não a mandar descalça como se usava na altura!

Certamente encarnou bem a personagem, pois a coitada esteve na missa durante 2 horas e andou outras 2 a pé na procissão, e nem piou!

Amanhã há escola novamente, e um treino de ginástica à séria.

No Sábado temos uma festa de anos, com muito espaço por onde correr e o pai longe em trabalho.

Domingo temos campeonato de ginática! Non stop!

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Organização ao milímetro

Estamos a tornar o mês de Junho muito complicado! E para que nada falhe, estou a delinear uma estratégia de organização, que é uma coisa que dizem frequentemente que me falta… em barda! Vou mostrar-lhes que estou diferente… e estou (isto está a soar-me a sermão encomendado), é que até já programo os dias hora a hora. Quanto tempo isto vai durar não sei, mas enquanto dura vou aproveitar.  E para este mês temos:

Para entrada:

Ana Profissional: 3 livros para lançar, mais tudo o que isso significa em trabalho. Atrasos, chatices e complicações.

Prato principal:

Ana Mãe: Audição da classe de música da M. mais velha, 2 dias de espectáculo de ballet da M do meio e da M mais velha, festas de fim de ano das escolas, campeonato de ginástica… e de certeza mais qualquer coisinha que não me lembro, mas que vai aparecer vai!

Sobremesa:

Considerando, que para além de todos estes afazeres o mundo não pára, e as crianças continuam a tomar pequenos almoços, a vestirem-se a despirem-se e a tomarem banho, a virem da escola, a irem para a escola, a virem das actividades e a irem para as actividades, a terem birras e acordarem mal dispostas, a terem ataques de boa disposição e acordarem eufóricas, vai ter que ser um mês de planeamento, tipo rota de avião. Só se desvia em caso emergência!

Giras não estão?

      

Sou uma treinadora orgulhosa! A equipa está com os ânimos ao rubro…

Durante a manhã vão jogar em campos diferentes, mas vamos fazer um esforço para despachar trabalho e juntá-las mais cedo!

As pequeninas vão ter imensas actividades na escola. Atelier de pinturas, maricura, como diz a M. do meio (deve ter qualquer coisa a ver com Mary) e mais umas quantas bodegas que elas adoram e depois só de mangueira ou de molho na banheira. Por isso tudo…

Have fun! 

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É uma questão de atitude

A M. mais velha está a chegar a uma idade que tanto me faz perder a paciência, como no segundo a seguir me desarma de tal maneira, que lá se vão os princípios e rigor que os pais têm que passar com a boa educação. Há uns anos quando via miúdos a fazer cenas, dizia sempre: ai ai, se fosse meu filho… e pimpa…calha a todos!

Vou ter que aprender a lidar rapidamente com:

1- Leggings, leggings, fora as jardineiras!

2- Que seca… (deve ser do calor)

3- É super… qualquer coisa. Importante é a frase ter super. (mais utilizado é super ideia, que de super não têm nada)

4- Bom dia mãe, o que é que vamos vestir hoje? (Vá lá que ainda tenho direito a bom dia.)

É que não há pachorra! Como é que vai ser isto com 18 anos? Ou mais cedo …

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Equipamento das 3 M’s

   

Agora sim… somos uma equipa a sério!

Fiz 3 M’s, números, nomes, ferro de engomar com fartura, panos brancos queimados e temos equipamento.

Estou ansiosa por ver a cara das 3 M’s amanhã quando acordarem e virem as novas t-shirts! Complicado vai ser explicar que não as podem vestir já amanhã, porque as coitadas ficaram um bocado amareladas e precisam de ser lavadas.

Confesso que foi tão fácil que fiquei com vontade de fazer mais umas quantas. Quanto às t-shirts, apanhei uma promoção na Modalfa de pague 2 leve 3, e cada uma custava 2,99€, logo com 5,98€ fiquei com 3 t-shirts. Depois comprei 2 folhas de papel transfer da HP (muito bom) por 1,5€ a folha – há mais barato mas não compensa – gastei 3€.

Resumindo, com 8,98€ fiquei com t-shirts para as 3M’s, giras e baratas.

Não garanto que sobrevivam a 1 lavagem na máquina, mas pelo menos valerão 1 dia divertido e umas boas fotografias!

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Inverno quase em Junho

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A M. mais nova insistiu que havia de sair assim de casa! Foi por volta do meio-dia e estavam para aí uns 26º.

Como a esta hora já levávamos uma chamada de urgência da escola, com direito a uma ida ao hospital com um dedo entalado, achei que era melhor não insistir. Usou até não aguentar mais! Espero que não cedo não se lembre de voltar a fazer a mesma gracinha, até porque nesta terra faz calor a sério!

Quanto ao dedo, não foi nada de especial, era pior o aspecto do que outra coisa. Embora pareça maldade da minha parte, não aguento vê-la de dedinho esticado para tudo.

Equipa adversária -27

Confesso que a ideia assustadora e aterradora que a M. tinha tido, em convidar todos os colegas da escola, no final da semana já tinha passado, até porque só 5 pais é que tinham confirmado a presença das suas criançinhas.

Eis senão quando, as criaturas começam a entrar sem parar! Eram 27.

– Parabéns M.! A que horas posso vir buscar?

– Por volta das 7h.

– Parabéns M.! A que horas posso vir buscar?

– Por volta das 6.30 – 7h.

– Parabéns M.! A que horas posso vir buscar?

– Às  6.30 h.

– Parabéns M.! A que horas posso vir buscar?

– Às  6.00 – 6.30 h.

(…)

Conforme eles iam chegando a hora de saída ia encurtando! Foi isto a tarde toda:

– Ó, ó mãe da M.

– Posso descalçar as meias?  

– Posso tirar o chapéu?

– Quero mousse!

– Aquele arranhou-me!

– Quero xixi!

– Quero cócó!

E quando 27 crianças resolvem descalçar-se e pôr os sapatos em monte? Aí sim! Subimos de nível, e  jogo começou mesmo a complicar-se. Pensei, que os pais quando os viessem buscar iam conhecer certamente os sapatos, os casacos, e os chapéus que estavam espalhados por todo jardim.

Para os entreter o insuflável já não era novidade, mas confesso que não sou muito crente nestas coisas das animadoras, acho sempre que os miúdos não lhes ligam nenhuma, mas desta vez arriscámos.

Escolha acertada. Se não fosse as caras, unhas e cabelos que ela pintou, os balões que encheu e transformou em espadas e flores… não estava cá para contar.

Depois de todos os amigos da escola saírem, as M’s ainda tiveram direito a mais 1 hora de diversão no insuflável, com um grupo de amigos, que os pais também estavam e por isso não tinha que me preocupar se caíam, se sujavam, se berravam, ou se mordiam.

Já passava da 1h quando caíram na cama. Não pediram ao pai para ficar, ler uma história ou deixar a luz acesa.

Quando estavam mesmo, mesmo a adormecer ainda perguntei:

– Meninas gostaram da festa? 

– Mãe eu não gostei…adorei !

Depois da resposta, não fossem os pés estarem tão doridos, já nem me lembrava do cansaço.

A Mississipi partiu

Hoje de manhã a Mississipi regressou à escola sã e salva.

Depois das despedidas, quando o F. saiu com as 3 M’s e a tartaruga viva, senti um alívio. Missão cumprida.

É que não é fácil manter 3 animais pouco compativeis dentro de casa. O cão, a gata e a tartaruga.

Ontem ainda apanhámos um susto. Quando saímos para almoçar lembrámo-nos que nos tínhamos esquecido da porta aberta onde estava a Mississipi, e a gata andava a rondar. Lá deixou o F. o almoço a meio e foi a correr até casa fechar a porta.

Embora tenha passado o fim-de-semana em sofrimento, gostei da ver a M. mais pequenina a sentir o peso da responsabilidade, preocupada com as refeições da tartaruga e orgulhosa por a devolver à escola, bem tratada, e com boas cores!

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Campeonato difícil

Amanhã vou ter muito que escrever…mas hoje já não consigo!
Foi um campeonato difícil e não foi 3 contra 1, foram 27! Consegui contar agora depois das 3 M’s estarem deitadas e com a ajuda da fotografia da escola, porque na festa perdi-lhes a conta!
Obrigada aos nossos amigos que vieram de longe… Foi um dia cansativo, mas muito bem passado!

Ready…

Tudo a postos para a festa das M’s.

Have fun girls!
The party is just for you…

3 M’s, 1 cão, 1 gata e 1 tartaruga

Hoje quando o F. foi buscar a M. pequenina à escola, foi recebido com um pedido.

– Pai, hoje posso levar a sissipissi (leia-se Mississipi) para casa? É a minha vez!

O F. pensou, tal como eu pensaria, fim-de-demana como um trabalho para entregar, festa de anos da M. do meio, não me parece boa ideia! E tentou.

– É melhor não, fica para a semana.

– Vá lá.

– Pronto, está bem. (Foi fácil de convencer)

Chegaram a casa com a Mississipi, que embora já faça parte da família, ainda não expliquei, que é uma tartaruga, com a sorte de ter um nome começado por M., e como tal facilitámos o processo de adopção de fim-de-semana.

O facto de o animal ser uma tartaruga, deixa-me em pânico. É que não há tartaruga que sobreviva nesta casa, e não consigo imaginar a cara dos miúdos quando na segunda-feira devolver o aquário vazio, e o resto do frasquinho da comida. Haverá cenário mais deprimente?

Eu sei que se procurarmos bem, no fundo da nossa despensa ou em cima de um armário, todos encontramos um aquário vazio, ou uma piscina de tartarugas com palmeiras… cá em casa temos um frasco de comida em cima do frigorifico de uma tartaruga que morreu há seguramente 3 anos sempre na esperança de um dia termos vontade de ter outra!

Resta-me agora torcer para que o animal se aguente, e para não me esquecer de fechar a porta de onde ele estiver, caso contrário acho que a Emília (gata) é rapariga para lhe tratar da saúde.

Amanhã de manhã espera-nos para serem alimentados, 1 cão, 1 gata, 1 tartaruga e 3 filhas.

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M. em 1844

Hoje o dia foi uma verdadeira corrida contra o tempo. Quando deixei a M. na escola percebi que a turma iria participar como figurantes de um projecto pedagógico sobre a elevação de Tomar a cidade no tempo de D. Maria II.
Ora, como história nunca foi o meu forte, começaram os problemas. O que é que as crianças deste tempo vestiam?
Calças de ganga, t-shirt e ténis manhosos, como ela vestiu de manhã, não era certamente.
Accionei o plano de emergência e chamei a avó.
Uma corrida para a loja dos tecidos. Esperava-nos uma senhora tão simpática, que não nos deu com o metro na cabeça por sorte. A seguir a retrosaria, menos mau (mas continuo sem conseguir perceber porque é que quando aquele Sr. não tem o que lhe peço, tenta sempre convencer-me que o que ele tem é que é bom!)
– Por favor queria fita cor-de-rosa da mais estreita.
– Bem, cor-de-rosa não tenho, mas tenho uma bordeaux que fica mesmo bem! Esta é que se usa!
Se calhar até usa, mas é na casa dele.
Com isto tudo já eram 11h. e tínhamos que estar na escola às 13.30 para a vestir. Máquina de costura a fundo, ferro a todo o vapor. Missão cumprida. Chegámos a horas, vestimos a M. e mais as amigas todas da sala. Perdi a conta da quantidade de tranças que fiz, do nº de cabeças que penteei e do sapatos que apertei.
Portaram-se todas muito bem, conta a avó que guardou lugar na primeira fila de esplanada.
Fotografias… só 1.

Parabéns M.!

A M. cresceu… e cresceu muito. Fez hoje 5 anos e foi um dia em cheio!

Ontem fizemos uma noitada, a fazer (o) bolo de anos para levar hoje para a escola e o divertimento foi mais que muito! Achamos sempre que eles gostam mesmo é daqueles bolos fantásticos, com as personagens infantis impecavelmente reproduzidas… mas cá em casa não.

Por cá, gostamos de pôr a mão na massa, rapar o chocolate do fundo da bimby, gostamos de cortar marshmallows para enfeitar o bolo e quando estamos no fim nunca chegam, gostamos do virote de entradas e saídas na cozinha, gostamos de estar todos à volta do bolo a opinar sobre como é que vamos enfeitar. Eu, também gosto de dar um grito e de dizer se não se piram todos da cozinha, não há bolo para ninguém!

Gostamos de ir todos juntos à escola cantar os parabéns, gostamos de distribuir convites para a festa, gostamos de ir para casa dos avós, não gostamos que as M’s brinquem a tudo aquilo que a avó deixa e os pais não, gostamos de a M. pequenina agarre na mala e diga que está pronta para ir jantar fora!

E por nos deitármos tarde a fazer bolos, esquecemo-nos de pôr fraldas, por isso gostamos de fazer xixi na cama, por passarmos a tarde em casa dos avós gostamos de brincar com água e terra, por a avó nos deixar brincar com aquilo que a mãe não deixa, gostamos de pintar a roupa com canetas, comer plasticina e colá-la no banco do carro, por irmos jantar ao Mc. Donalds gostamos de brincar nos escorregas descalças, e por isso tudo gostamos de lavar muitas máquinas de roupa!

Gostamos de tudo isto, e gostamos muito.

Parabéns M.

Plano insuflável

A M. do meio faz anos para a semana, e mais uma vez disse que este ano não fazia festa. Podiamos ir os 5 passar o fim-de-semana a qualquer sítio giro para elas. Mas não. Não resisti aquela franja, é aqueles olhos pretos enormes a dizer que gostava muito de fazer uma festa, e de convidar os amigos todos da escola.

Alto e paira o baile! Aqui é que a coisa se complicou. Todos?

É que não é pelos miúdos da escola, que são só 25, é também pelos filhos dos nossos amigos, que de uma maneira geral apresentam-se com uma média de 3/4 filhos!

Esta na altura de accionar o plano Insuflável!

Telefonema atrás de telefonema, parece-me que arranjei a empresa ideal. A M. mais velha que assistiu à conversa e que ainda não tem a noção correcta do dinheiro, achou caro, muito caro. “Mãe, achava que custava para aí 1 ou 2€… com a crise que está tem que ser tudo baratinho!”

Para quem tem filhos e faz as festas de anos em casa, sabe que um insuflável é o melhor investimento! Quais salames ou mousses de chocolate, gomas ou rebuçados, pipocas ou batatas fritas, tudo isto termina sempre com umas valentes diarreias no dia seguinte. E os palhaços? Que os pais continuam a achar que os miúdos adoram e acabam sempre ao colo apavorados!

Com o insuflável, não comem, não bebem, não fazem asneiras escondidos pelos cantos da casa. Na altura de cantar os parabéns desliga-se, para garantir que os miúdos vêm comer bolo, e não ficamos a semana toda a comer bolo de anos seco depois de uma tarde de sol no jardim.

Let’s have fun!

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Não é dizer mal da concorrência…não!

A M. chegou da escola, com mais um dos milhentos papéis de mais uma das milhentas editoras que vão para as escolas prometer mundos e fundos às criançinhas. Têm uma capacidade para convencer os míudos, que sinceramente já pensei em pedir uma formação para quando preciso de convencer as minhas filhas a portarem-se bem!

Hoje era uma editora que vende pen’s pela módica quantia de 17€, mas que são uma maravilha! Dão logo para os 4 anos do 1º ciclo, tem a matéria de todas as disciplinas, exercícios, jogos e com um bocadinho de jeito também ensina mandarim, serve de livro de receitas e dá banho aos míudos!

Até aqui tudo bem, até porque há que rentabilizar o produto. O problema que levanta aos Pais, ou pelo menos a mim levantou, foi a quantidade de erros de ortografia, gralhas, erros de pontuação que o recado da editora traz!

Estou muito tentada a mandar um mail a questionar-me sobre este assunto, mas tenho medo de ser mal interpretada, e acharem que: ” Pois, eles também escrevem… fazem uns livros, e tinham que inventar logo erros!”

Um dia destes, houve um desses senhores que lhes entregou um exemplar de amostra de uma revista infantil com um papelinho para serem assinantes durante um ano. Daquelas que até dizem qualquer coisa tipo – revista promocional – oferta, mas como a crise está instalada, e não lhe interessa andar a dar revistas a quem não assina, o sr. prometeu que quem devolvesse a revista ganhava um prémio. Coitadinhos dos miúdos, não sei se foram todos assim, mas pelo menos a M. chegou a casa tão, mas tão convencida que aquilo era tudo verdade! Ela abria os olhos, gesticulava, até parecia que era ela o vendedor… O pior é que os miúdos ainda nem tinham aprendido as letras todas! O gajo era mesmo bom!

Lá consegui convencê-la que a revista ainda não era bem para a idade dela, que por aquele preço podia comprar todos os meses 1 livro que ela gostasse mais. Na verdade, o dito sr. ainda nem sequer apareceu para recolher as revistas e presentes nem vê-los!

Deixo um sincero conselho ao sr. das revistas. Ligue para a escola, e peça para lhe enviarem os exemplares por correio, porque com o pó que os miúdos lhes estão… acho que fica uma semana a cuspir papel e agrafos!

Roupas e mais roupas…

Hoje estou exausta! Sozinha com as 3M’s não é pêra doce…

Começaram muito bem o dia, até porque agora já descobri a técnica para as arrancar da cama num ápice… basta dizer que vão vestir qualquer coisa que gostem! Como é que é possivel? Umas caganitas a discutir moda. E às vezes vem de lá cada moda…

O passo seguinte é pôr o espirito de equipa ao rubro, com corridas para tudo. Vestir, tomar o pequeno-almoço, lavar os dentes, blá, blá, blá… tudo é um jogo, com recompensa de gelado ao fim do dia. Se calhar não deveria dar coisas em trocas, pois não? Bem, nestas alturas acho que vale tudo!

3 M’s entregues para um longo dia de escola. Trabalho, trabalho, mais uns telefonemas para a festa de anos da M do meio, e passou-se a tarde.

M’s de volta… ainda sem o pai em casa. Resolvi mudar as roupas de inverno-verão.

No que eu me fui meter… roupa e mais roupa. Elas divertidissimas a brincarem às lojas experimentavam tudo, vendiam e punham dentro de sacos do supermercado. A Emília (gata) fugia pelo corredor a puxar pelos laços dos vestidos das M’s. O caos.

Podia seguramente montar 3 lojas de roupa para criança sem esgotar stock. Pensando bem, acho que muita da que ali está, bem lavada e passada ainda passava por nova! Resumindo, tenho o quarto delas atafulhado em roupas, de tal maneira que quando o F. deu o ultimato “Tuuuudo para a cama, jáaaa!” a M’zinha disse: ” Mãe, não tenho espaço para dormir, dá para tirar as gavetas de cima da cama?”

Uma das coisas que eu tenho aprendido ultimamente, e tem sido muito importante, embora haja quem não goste, é a conseguir entrar em modo “off”. Em qualquer outra fase da minha vida eu conseguiria deitá-las num quarto assim, ter carrinhos e bonecas espalhados pela casa, a gata a dormir em cima da minha camisola e muito mais outras coisas que  omito. Já não arrumo roupa por cores, e a maior parte vou buscar directamente ao cesto para passar. É Impossível ganhar sempre. Ninguém, em lugar algum, ganha sempre.

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Hoje é que devia ser Dia da Mãe!

Hoje é que devia ter sido Dia da Mãe!

A M. mais velha acordou cedo, um bom começo, porque nesse aspecto puxou à mãe… e puxou bem! Veio para a nossa cama e trazia a companhia da Emília, a gata, com ideia de ser um bom motivo para acordar a M. do meio. Bem dispostas,  resolveram levar a pobre da gata, a acordar a M. pequenina. Resultou bem… mas podia não ter resultado. Até porque a última vez que deixei a M. pequenina sozinha com a Emília, fechou-a dentro da minha gaveta das camisolas e só dei por ela a meio da manhã! A partir daí todo o cuidado é pouco…

Fecharam-se as 3 no quarto, e deixaram-me ficar aqueles 15 minutos a mais na cama, que sabem taaaaaaão bem! Pensei seriamente que me iria arrepender… mas não!

Entraram as 3 pelo quarto, vestidas e calçadas, levaram-me pela mão até ao quarto, e até as camas estavam feitas!!!!

Confesso que não podia ter ficado mais orgulhosa. E elas? Pareciam que até estavam inchadas por terem feito tamanha proeza!

É verdade que as mais pequeninas estavam de fato treino, não por necessidade, mas porque devem ter achado que seria mais prático de vestir, a mais velha com um casaco carregado de nódoas, e a canita com um casaco polar, que não foi a melhor escolha para este dia…

A caminho da escola, recebi 2 maravilhosos desenhos do Dia da Mãe que tinham ficado esquecidos dentro da pasta dos recados da escola…

Para finalizar, terminámos a tarde com um belo gelado e declarámos a abertura da época de jantares no páteo!

Venham mais destes…

Crianças e televisão

Hoje foi um dia complicado, tal como os últimos!

Na semana passada fui convidada pela produção do programa “Querida Júlia” a estar presente no programa de hoje, com o tema “Que nome vou dar ao meu filho”. 

Até aí tudo bem… até porque já tinha me debatido com este assunto pelo menos 3 vezes!

Quanto ao meu nome, Ana, foi muito utilizado na minha geração, embora sempre composto, tipo Ana Cristina, Ana Paula, Ana Sofia, e muitas mais que podia ficar aqui a enumerar. Fiquei Ana Leonor, menos mau. Para que saibam foi também a geração das Sónias, Vanessas, Cátias e muitas outras mais. Tive sorte! Ana de uma avó, Leonor da outra, e a coisas deu-se. E a minha mãe… para encaixar na perfeição, também tinha Maria no nome.

Achei o tema giro e uma ou outra pesquisa na net sobre o significado dos nomes ficava resolvido. Rapidamente percebi que as características que associavam a cada um dos nomes, em nada encaixavam no perfil das 3 M’s… nem no meu!

Tínhamos que estar nos estúdios da SIC, eu, a minha mãe, e as minhas 3 filhas, ás 8.45! Para quem nos conhece de perto, sabe que á partida era uma coisa impossível. Cheia de boa vontade ainda pensei, que como para elas era a estreia em televisão o excitamento ia fazê-las pular da cama. Não fez. Vestir-me, pequenos almoços, vestir as 3, dar comida ao cão e ao gato…

Uma viagem até Lisboa cheia de nevoeiro, trânsito e trânsito, e mais trânsito resultou em 45 minutos de atraso. Quanto saí do carro, meio amarrotada, despenteada e com elas com os laços todos à banda por se terem pegado no carro, pensei que a ideia não tinha sido boa!

A sala de caracterização foi o auge para as M’s! Os olhos brilhavam mais do que a desembrulhar presentes na noite de Natal. Maquilhagem muito soft, porque não havia tempo para mais, e o cabelo o melhor que se conseguiu foi um rabo-de-cavalo e esticar a franja. As M’s ainda tiveram direito a baton e um toque de blush. Os ânimos estavam ao rubro.

Depois de entrarmos para o estúdio e nos sentarmos, a coisa começou a complicar-se. Pareciam que aquela quantidade louca de luzes lhes estavam a carregar as baterias. Sentadas à minha frente, pontapé daqui, pontapé dali, consegui controlá-las, mas acho que não ouvi metade do que a Júlia disse.

Acredito que para aquele tipo de programa teria sido muito mais interessante, se tivesse dissertado sobre a escolha dos nomes das minhas filhas, com uma bela telenovela à mistura e uns mortos pelo caminho, do que dizer que foram apenas, escolhi porque gosto. Peço desculpa a quem já estava de lenço na mão para uma história muito comovente e enternecedora, mas confesso que “não é a minha praia”!

Dia da Maaaaaaãe…ufa

Acordei repleta de beijos da M mais velha, que já trazia a M do meio pela mão, cada uma com o seu presente.

Ainda meio ensonada, dei um ar de quem não se lembrava de que dia era, e em coro responderam: É dia da Mãaaaae!!! A pequenina ainda dormia.

A M do meio não gosta de surpresas, nem para ela, nem para os outros, e por isso mesmo antes de pegar no embrulho disse logo o que era. A mais velha explicou-me logo todas as técnicas de pintura que tinha utilizado e as maiores teorias sobre uma caneca pintada.

A piolha apareceu mais tarde. Cheia de sono, até um bocado contrariada, pareceu-me. Trazia na mão um saco com uma moldura que vinha acompanhada da letra de uma música, que confesso… derreteu-me!

Depois deste momento enternecedor veio o caos!

Prontas para sairmos para almoçar resolveram ir brincar com cola e tesouras. Um desastre. Mãos, mesas, roupa, acho que até a gata tinha cola.

Calma… isto foi só um mau começo…

Tudo metido no carro rumo ao almoço de família. Nesta fase comecei a perceber que não tinha sido um mau começo.

O banco de trás parecia um ring de boxe, pareciam que estavam possuidas. Grito para aqui, berro para acolá. Seguimos caminho.

Calma…

A parte do almoço até correu bem, não fosse a M mais pequena ter feito xixi pelas pernas abaixo, que nem os sapatos escaparam. Muda de roupa? Já não uso disso.

Toca de lavar roupa na casa de banho do restaurante e secar no secador de mãos… até estar prestes a rebentar, com faíscas e tudo! Sim, eu sei que secar umas calças de ganga em secador de mãos não é fácil.

Plano B: Metemo-nos no carro, calças entaladas do vidro do F. e cuecas entaladas no vidro de trás, e toca a acelarar para ver se com o vento secava. Até secou!

Cada vez que olhava pela janela do carro, só via aquelas famílias domingueiras a passear de braço dado, as mães com florzinhas pirosas na mão com um ar de “Somos uma família muito feliz, e por isso passeamos de mão dada ao Domingo…” e ainda me irritava mais!

Nesta fase o espírito, era mais ou menos: SOCORRO, quero voltar para casa. Assim foi. Planos de shopping que são sempre bem-vindos quando estamos pela capital, bye, bye.

Na viagem para casa só uma adormeceu, o que deixou uma hipótese para as outras duas embirrarem, e embirraram…. muito!

Chegámos a casa, mas ainda faltavam os banhos, jantares, trabalhos de casa incompletos. Correu melhor, pudera, já deviam estar cansadas de fazer tantas asneiras!

Quando foram para a cama, e fiz a volta do costume para os beijinhos das 3, fiz um discurso. Talvez pesado e sério demais, mas na verdade podiam ter escolhido outro dia, não podiam?

Amanhã é Dia da Mãe… e hoje também foi!


Embora o Natal, seja quando o homem quiser, e devia ser todos os dias, o Dia da Mãe é mesmo todos os dias! Só a parte do presente, é que só dá para uma vez por ano!

É por isso mesmo que hoje estou-me a sentir como um miúdo nas vésperas de Natal!

Ontem, as 3 M’s chegaram da escola cheias de segredos, a preparar uns esconderijos… tudo para esconder os presentes do dia da mãe. Ainda consegui ver o embrulho das mais novas, e de uma delas até consegui apalpar mas fui logo chamada à atenção, e por pouco não fiquei de castigo!

Confesso que estou ansiosa para vê-las entrar no quarto, super orgulhosas dos presentes que andam a preparar, sei lá à quanto tempo, e que tanto se esforçam todos os dias para não contar, a pedido das professoras, claro!

Para todas as que já são mães, e para as que ainda são só filhas… feliz Dia da Mãe!